SYMPOSIUM DE PRÁTICAS ARTÍSTICAS

1 a 2 Abril

LOCAL: TEATRO UNIVERSITÁRIO DO PORTO

 

10h-12h

PHILIPP GEHMACHER, performing performing performing

© Eva Würdinger

Os meus últimos projectos estão em torno do entendimento sobre a relação entre o corpo, coisas, como obras de arte, esculturas, ou somente materiais, e o seu potencial formato de apresentação. Durante a minha sessão de prática, irei partilhar a minha pesquisa de práticas nas artes visuais e de artistas emergentes da dança contemporânea e o modo como representam o corpo, o objecto e o evento. Esta sessão envolve movimento, conversação, e partilha.

  

 

  

14h-16h

VLADIMIR MILLER, Exoskeleton

Na prática, gostaria de propor olharmos de perto sobre a relação entre contrato social e arquitectura. Será a prática de um colectivo que irá construir estruturas espaciais a partir de materiais simples. Procura a pergunta sobre “de que modos os acordos explicitos e implicitos dentro o grupo dão forma ao colectivo criado pela arquitectura espacial?” Na segunda parte desta sessão vamos usar a estrutura que construímos como espaço de diálogo sobre a tensão entre os processos de institucionalização e processos de comunhão entre ambientes colaborativos.

 

 

 

16h-18h

DINIS MACHADO, Corpos Psicadélicos para Ficções Somáticas & Tão Precisamente Desfocado -  Revisitar Formalismo sem Hierarquia

Dia 1 _ Corpos Psicadélicos para Ficções Somáticas

Dinis Machado partilha as práticas dos seus últimos anos de pesquisa, nas quais tem estado interessado na questão “o que acontece quando corpos não se imaginam como são cientificamente descritos”. Ele tem um olhar critico sobre o modo como as ciências estabelecem uma descrição ficcional e normativa sobre o corpo humano. Inspirado pela metamorfose de experiências psicadélicas, Dinis trabalha de forma a intensificar outras perspectivas e narrativas como um modo de potenciar outras experiências do corpo, e assim, produção alternativa de movimento. Ferramentas para desviar ou alargar os limites normativos criados por uma antropomorfia de auto-representação dos nossos próprios corpos. Além de conceitos como liberdade ou libertação, ele investiga incorporações e psicadelismo através da construção de critérios.

 

Dia 2 _ Tão Precisamente Desfocado -  Revisitar Formalismo sem Hierarquia

Dinis Machado revisita o Formalismo numa perspectiva pós-somática. Uma série de exercícios hiperformais, de um virtuosismo inventado são colocados em conjunto a partir de fragmentos e técnicas de narrativas de dança deliberadamente lacónicas, apropriadas e inventadas. Uma especulação subjectiva, um olhar deformado e calcificado por uma prática confiante. Danças multifárias onde os corpos são colocados do avesso, não através de nenhuma ilustração de um exercício libertário, mas através de uma aceleração hiperformal.

3 a 7 Abril

LOCAL: ATENEU COMERCIAL DO PORTO

 

10h-12h30

LITÓ WALKEY, Turn a subject into a process

© Lars Gosper

Uma pesquisa sobre linguagem, performance e o potencial relacional com foco em iniciar permissão individual e tornar-se disponível para assumir compromisso com o improvável / imprevisto.

Esta prática propõe acções de formulação, conjunto, e resposta amplificada, de modo a construir convites, abertura, sugestão, possibilidades, para o que é, a mudança.

Através da identificação de unidades fragmentadas de pensamento, movimento e texto, e provocando mudanças deliberadas de endereçar, modalidade e autoria, iremos trabalhar para expor o possível eclipse e oscilação de intensão, planeamento, imperativo, tradução, guião, acidente, preparação, performance e público.

Exercendo o re-aparecimento e co-aparecimento de fragmentos construídos, iremos observar como a linguagem que dirige e indica a performance é em si própria performance.

 

 

 

13h30-16h30

NADIA LAURO, Ideal architecture for the regard

(as sessões para esta prática decorrerão de 4 a 7 de Abril)

Iniciado a partir de um projecto já existente de um ou mais participantes. Assim, traduzir o “activador” do projecto numa arquitectura ideal construida para o olhar.

Isto, de modo a desenvolver um dispositivo público do olhar que permita experimentar o trabalho através de uma abordagem cénica do espaço que em retorno, nos interroga.

O resultado é um espaço parceiro para a dança, onde a questão do observado-observador gera um estado especifico de olhar.

 

 

 

16h30-19h30

ISABEL LEWIS, Occasion

(as sessões para esta prática decorrerão de 4 a 7 de Abril)

© Joanna Seitz

A Isabel Lewis interessa o sistema do circle dance / ou dança em círculo (como um sistema de arquivo cultural, como uma tecnologia em si mesmo), e as estéticas do encontro social no espaço. Como formato, ela própria marcou como “ocasião”, onde condições particulares são criadas para um encontro celebratório de coisas, pessoas, plantas, música, aromas e danças, que evoca a noção de Simpósio da Grécia Antiga, onde filosofar, beber e erotizar eram inseparáveis. Toda a sensação humana é despertada com aromas compostos pela química e investigadora de aromas norueguesa, Sissel Tolaas.

Nos últimos anos Lewis tem trabalhado e desenvolvido uma forma especifica de performar que combina qualidades do performer, o DJ, e do orador. Neste modo de performar o intérprete transforma-se num mestre de cerimónias tomando conta da atmosfera, e recebendo os seus convidados, oferecendo estimulos e socialização que é imaginado como um tipo de jardim interior, e um espaço de encontro. É um espaço para o exercicio estético, spiritual, e politico, um espaço onde a cidade se junta para se celebrar. No jardim, reflectimos sobre o nosso próprio entendimento do mundo onde nos propomos a imaginar e tentar novas formas de nos relacionarmos nesse mundo e com cada um de nós. Numa época definida pela razão, os nossos hábitos de pensar formam os nossos corpos e afectam a nossa fisiologia. Neste trabalho, a dança é usada para incorporar outro modo de estar no mundo, um modo que começa sem a divisão preliminar de mente e corpo.

Diferente de performances teatrais, que criam um espaço de observação distanciada e contemplação intellectual, e trabalho com estimulo e antecipação do próprio evento, este formato existe para criar as condições para uma experiência corpórea de relaxamento e bem estar. Neste novo formato, som, aroma, e toque representam um papel importante como o olhar. Como mestre de cerimónias, Lewis desenvolve uma dramturgia especifica para cada ocasião, os seus convidados, e as suas energias, incluindo danças, cheiros, música, discurso, de um modo que permite a conversação, contemplação, dança, escuta, ou simplesmente estar.

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