SYMPOSIUM DE PRÁTICAS ARTÍSTICAS

25 a 26 Março

LOCAL: TEATRO UNIVERSITÁRIO DO PORTO 

 

10h-12h

MARCUS BERGNER, Performing practices

©  Arf Arf

Práticas performativas / praticar performances. A partir da meu longo envolvimento com produção e apresentação de poesia sonora e filme experimental, estas sessões irão considerar funções de prática (ou ensaios) permutáveis e interelacionais, de modo a performar/activar em qualquer experiência de arte. Isto irá envolver participantes a activar/praticar poemas sonoros assim como observar e discutir um série de curtas metragens. Iremos usar partituras de performance de alguns criadores e poetas bem como desenvolver as nossas partituras individuais. Um foco central será o envolvimento e o destacar de denominados principios “não-produtivos” e experimentais de qualquer processo de criação artística.

 

 

 

14h-16h

MARCOS SIMÕES & SARA MANENTE, Tele Visions I

Nós vamos partilhar práticas inspiradas em Telepatia como ferramentas para performance. 

Esta abordagem a partir da telepatia permite-nos delegar a responsabilidade a uma terceira identidade, um 'ser', uma entidade para além de nós próprios com as suas próprias qualidades e habilidades performativas.

Assim, permite-nos incluir o acaso e outras contingências no trabalho que destabilizam relações de poder baseadas em lógicas lineares e questionar os efeitos do acreditar e querer acreditar num contexto performativo.

Será possível criar magia ao definir as circunstâncias para que a magia possa acontecer? Como uma 'magia experimental' sem mágicos, será possível conferir poder a um objecto, a uma pessoa ou a uma situação a partir da especulação e da premonição?

Esta sessão será orientada desde ponto de vista do performer: Como é que a telepatia altera a presença, a linguagem, a acção e a relação entre as pessoas e os objectos envolvidos?

 

  

 

16h-18h

MARCOS SIMÕES & SARA MANENTE, Tele Visions II

Nós vamos partilhar práticas inspiradas em Telepatia como ferramentas para performance. 

Esta abordagem a partir da telepatia permite-nos delegar a responsabilidade a uma terceira identidade, um 'ser', uma entidade para além de nós próprios com as suas próprias qualidades e habilidades performativas.

Assim, permite-nos incluir o acaso e outras contingências no trabalho que destabilizam relações de poder baseadas em lógicas lineares e questionar os efeitos do acreditar e querer acreditar num contexto performativo.

Esta sessão estará centrada nos diferentes papéis que constituem o nosso dispositivo telepático: o emissor, o receptor, a testemunha e o espectador. Que tipo de linguagem e meta-linguagem podemos usar para que 'alguma coisa' possa ocorrer numa situação performativa?

27 a 31 Março

LOCAL: ATENEU COMERCIAL DO PORTO

  

10h-12h30

ANNA GAÏOTTI, Fabrication of cannibalism

© Sarah Blum

“PENSAR ESPAÇOS PARA AVENTUREIROS, NÓMADAS,

ESPAÇOS CAPAZES DE LEMBRAR OUTROS ESPAÇOS.

ESPAÇOS ONDE COINCIDEM CONTRADIÇÕES.

ESPAÇOS DE FICÇÕES.

ESPAÇOS DE LOUCURA, DE MORTE.

AREAS SEM MEDIDA, DE SILÊNCIO E GRITOS.

AREAS ONDE DE SOSSEGO DEBAIXO DE CHUVA ARTIFICIAL.

DEIXA-NOS ESPAÇO DE LÁGRIMAS.”

C. Régy

Dança dá-nos espaço de construção e educação de um corpo extraordinário. Um corpo, através do poder da imaginação e da paisagem emergente, é uma arena política onde acedemos a sistemas de sobrevivência.

A ilustração do desejo em palco nada é se o corpo não vive a dança no fosso do impossível. Aceitar a vulnerabilidade, estar nú em confronto com signos, deixa-nos espaço para intimidade selvagem.

“Eu partilho práticas coreográficas, cruzamentos entre paisagens reais e ficcionais, onde os corpos existem como testemunhas de arquitecturas sensoriais, bem como anarquistas. Fabricação de canibalismo é uma imersão profunda com e no corpo assim como predador e presa, pedaço de carne e carne erótica. Ao lidar com poesia, mergulho na materialidade do esqueleto sensorial e a permeabilidade da carne: a extraordinária paisagem escura do subconsciente, reviver o detalhe, abstracções sexuais.

Deste modo, quero questionar silêncios e tonalidades interiores através do reviver do arquivo natural de cada um.

Canibalismo é o processo de descascar a matéria coreográfica

Canibalismo é a sustentação de desejos e emoções no não-consumismo, preservação, abstracções, construção, fantasias e substâncias.

Canibalismo é trabalhar com as múltiplas censuras.

Canibalismo é um sonho andrógino.”

 

  

 

14h-17h

VALENTINA DESIDERI, Studio Practice

(as sessões para esta prática decorrerão de 27 a 30 de Março)

Prática de Estúdio é uma ficção (ou uma aposta) que não existe nada do lado de fora para aprender. Se nos juntarmos e lermos um texto, se conversarmos, se nos movermos, se cozinharmos, se lutarmos no chão, se dormirmos juntos; estamos a estudar. A actividade de estudar é considerada como preparação (para um outro momento após) e o estúdio um espaço de ensaio (para a performance), mas se não houver nenhum momento de após o estudo, nem de nos tornarmos profissionais ou apresentar em palco? E se o estúdio/estudo é somente uma prática, algo que nós fazemos? Eu convido-vos a nos juntarmos em estudio para praticar estudarmos juntos. Podemos partir de práticas de leitura (Tarots, poesia, filosofia) e de sentir (Terapia falsa, Terapia politica), que utilize no meu próprio trabalho e jogo com que tipo de conhecimento e estar juntos, estas práticas permitem. Como são pontos de partida e não algo a aprender, os participantes são também convidados a trazer qualquer tipo de material ou prática ou meio de estar juntos, que possamos integrar na nossa experiência de estudo no estúdio.

 

 
  

17h-19h30

VON CALHAU, Rombudagem frankensilábica

Estas sessões têm por objectivo vocalizar fonemas concebidos a partir da mutilação frankensilábica de vocábulos previamente escolhidos, por meio da formação de um monstro coral com os participantes.

Built with Berta.me