SYMPOSIUM DE PRÁTICAS ARTÍSTICAS

25 de Março

Projecções & Encontro com Marcus Bergner

na OPPIA, 21h

©  Arf Arf

Marcus Bergner, irá apresentar quatro filmes experimentais da sua autoria, dando assim a conhecer uma parte do seu universo artístico que percorre os três eixos da sua pesquisa: linguagem/poesia, espaço/performace, e artes visuais. São 4 projecções de 16mm, de curta duração que antecedem o encontro entre Marcus e o público interessado.

Musical Four Letters (16mm, 5mins, som, 1989) Qualquer palavra formada por quarto letras, que tenha algo relacionado com música ou som foi escrita directamente na pelicula de um musical mexicano de 1950.

Thread of Voice by Arf Arf (16mm, 19mins, som, 1993) Um documentário experimental sobre o trabalho do grupo australiano de poesia sonora Arf Arf.

Tales from Vienna Hoods (16mm, 17mins, som, 1989) Testes Rorschach conduzidos pelo exército Norte-Americano são a base deste filme experimental de animação, que incluí poesia sonora checa.

Angledozer (16mm, 18mins, sound, 1997) Um reprocessamento altamente sobreposto, e colagem de filmagem encontrada, misturada com estudos arquitectónicos de subúrbios em ruínas.

 

 

 

26 de Março

TELE VISIONS

Marcos Simões & Sara Manente

no Teatro Universitário do Porto,  21h

 

HÁ EMISSORES, RECEPTORES MAS TAMBÉM HÁ UM PÚBLICO.

HÁ O “ACREDITAR”, O “QUERER ACREDITAR”, MAS TAMBÉM HÁ A MAGIA.

CRIAMOS MAGIA DEFININDO AS REGRAS PARA QUE O MÁGICO POSSA ACONTECER

A PARTIR DA ESPECULAÇÃO E PREMONIÇÃO TRANSFERIMOS O PODER E AUTONOMIA A UM OBJECTO, PESSOA E SITUAÇÃO.

COMO UMA 'MAGIA EXPERIMENTAL' SEM MÁGICOS.

A Sara e o Marcos conceberam esta performance como um experiência de telepatia: já alguma vez tiveram experiências paranormais? Conhecem alguém que possui poderes telepáticos? Já alguma vez ouviram algum fantasma? Já tiveram alguma visão ou sonho premonitório? Já ouviram falar de viagens astrais?

Tele Visions joga com a seguinte suposição: e se todos possuímos capacidades telepáticas para enviar e receber mensagens entre nós? No dispositivo de Tele Visions dois grupos encontram-se frente a frente (o público que observa a experiência e os membros da audiência escolhidos para serem os receptores), a Sara e o Marcos estão entre os dois grupos e são os emissores das mensagens.

Os emissores enviam uma mensagem: uma instrução para ser performada pelos receptores. Esta mensagem é apenas visível pela audiência. O emissor e o receptor comunicam 'telepaticamente' a mensagem olhando nos olhos um do outro. Sem saber qual é a mensagem, o receptor performa a mensagem.

Esta relação triangular criada entre os performers, o público e os emissores produzem uma multiplicidade de níveis de leitura, de interpretação e de implicação na dinâmica da performance.

Este trabalho interroga o que é uma performance, o que é que produz, como é que opera o virtuosismo e o fracasso e quais são as expectativas que criamos.

“Nós abrimos espaço para que outras forças possam existir ou co-existir no trabalho: o acaso e um outro nível de comunicação além da linguagem. Desta forma, permitimos que todas as pessoas envolvidas nesta colaboração estejam implicadas na produção de sentido.

 
Conceito Sara Manente & Marcos Simões
Performance Sara Manente, Marcos Simões e alguns convidados do público
Produção Hiros for Cabra
Apoio BUDA (Kortrijk), CAM2 Mostoles (Madrid), Re:commerce, Bains Connective (Bruxelas)
Duração & Idioma 60 minotes em inglês

 

 

 

30 de Março

Encontro com Valentina Desideri

at Ateneu Comercial do Porto, 21h

Valentina Desideri, irá neste encontro aberto a todo o público interessado apresentar e conversar sobre o seu corpo de trabalho que tem atravessado por práticas de leitura, desde Tarot, poesia, filosofia, Terapia Falsa e Terapia Politica que utiliza no seu próprio trabalho como coreógrafa.

 

Encontro com Anna Gaïotti

at Ateneu Comercial do Porto, 22h

Anna Gaïotti, artista multidisciplinar e escritora, irá revelar e apresentar os modos e referências artísticas com que trabalha na sua abordagem multifacetada entre o erótico grotesco e o queer, a linguagem e a improvisação.

 

  

  

31 de Março

ROMBUDAGEM FRAKENSILÁBICA

von Calhau

no Ateneu Comercial do Porto, 21h

 

Apresentação onde se utilizam procedimentos e metodologias de rombudagem frakensilábica.

 

 

 

1 de Abril

WALK + TALK no. 21

Philipp Gehmacher

no Teatro Universitário do Porto, 21h

© Gadi Dagon

Para a lecture performance walk+talk, estou interessado em um sistema de “caminhar e falar”. Um coreógrafo caminha para o espaço, move-se e fala sobre o que ele ou ela está a fazer. Os artistas escolhem temas físicos dos seus trabalhos coreográficos e falam sobre o que eles pensam que estão a fazer, quais são as associações que têm naqueles momentos específicos, o que eles pensam que está a acontecer e porque eles estão interessados nisso, etc, etc . Eles fazem isso enquanto se movem, na escolha da fisicalidade.

walk+talk é uma prática e um método de fazer e partilhar num contexto público o quanto uma prática fala sobre a prática de cada um. É menos sobre descrição e explicação do que falar transformar-se num gesto em si mesmo, um gesto de afirmação a correr em paralelo com o movimento. Talvez diferentes formas de discurso podem aparecer, e algumas coisas ficam melhor se não forem enunciadas.

A lecture performance walk+talk é uma declaração e uma secção de cruzamento de coreógrafos que trabalham no presente. Deverá ser uma performance séria, até 50 minutos de duração. Tem um início e um fim, e se acreditar, tem de ser aberta e casual, e cada um sabe como fazê-lo. Penso que estpu interessado em artistas completamente concentrados e focados em si mesmos, permitindo essa intimidade, que para mim é uma existência silenciosa, que deve ser ouvida através da tentativa do falar enquanto se faz. Não é sobre quantidade de palavras mas talvez sobre uma forma de ressonância criada por tentativas de comunicar pela palavra, uma possibilidade de partilha.

 
Conceito e Performance Philipp Gehmacher
Produção Mumbling Fish
Co-produção Tanzquartier Wien
Apoio Kulturabteilung der Stadt Wien, MA7

 

 

1 de Abril

BARCO DANCE COLLECTION

Dinis Machado

no Teatro Universitário do Porto, 22h

 

BARCO Dance Collection é um projecto onde eu, Dinis Machado, convido outros coreógrafos a criarem solos curtos (10 a 15 min) para eu dançar.

BARCO é uma colecção de danças mais do que um conjunto de espectáculos de dança (no sentido interdisciplinar de uma performance de palco onde luz, som e cenografia e dança constroem uma dramaturgia em conjunto).  A proposta para os coreógrafos convidados é a de pensar o corpo do bailarino como o espaço onde a coreografia acontece mais do que a sala onde nos encontramos. Esta é uma colecção de danças onde a dança é olhada e trabalhada como disciplina autónoma. 

O projecto reúne um público ao qual apresenta um grupo de coreografias que são mostradas em conjunto. Maioritariamente são apresentadas em outros espaços que não palcos. As danças de BARCO são desenhadas para serem apresentadas em qualquer lugar. Sendo a condição da dança eminentemente imaterial, enquanto mapa, esta colecção é também uma colecção de práticas mais do que dos objectos que a rodeiam.

 

 

 

2 de Abril

Encontro com Vladimir Miller

no Teatro Universitário do Porto, 21h

Vladimir Miller, cenógrafo e performer, irá partilhar como é que a sua prática repensa e reequaciona o espaço da criação artística nos modelos soció-politicos e nas negociações que existem quando colectivos constroem e reconstroem uma multiplicidade de espaços na mesma dimensão temporal.

 

 

 

6 de Abril

Encontro com Nadia Lauro

at Ateneu Comercial do Porto, 21h

Nadia Lauro, que tem desenvolvido espaços cenográficos, ambientes e instalações visuais em diversos contextos, com uma subtil e densidade dramatúrgica, irá conversar sobre como diferentes modos de ver e observar definem certas arquitecturas politicas do olhar.

 

 

 

6 de Abril

WHERE'S THE REST OF ME?

Litó Walkey

no Ateneu Comercial do Porto, 22h

© Lars Gosper

“...O que ias fazer, e depois fizeste o que disseste que tinhas lido e pensado e dito que irias fazer e depois disseste que ias fazer tudo isso.

E então continuou de tal maneira que foi isto isto isto e depois foi voltar atrás e então foi isto e depois foi ir para a frente e então foi ir para atrás. Teve sempre um continuo movimento para a frente embora fosse constantemente regressivo. Estás num contínuo movimento para a frente em direcção ao tempo, mas ao mesmo tempo estás constantemente a ir para trás e a considerar o que foi, a ler o que foi, a falar sobre o que foi, a fazer o que foi e então a dizer o que foi tudo isso e todo o tempo movendo-te em frente.

É como três passos para trás, três passos para a frente e um pouco para a esquerda.”

- D.Foy, Resposta a Where's the rest of me? 2012

 

 

 

7 de Abril 

an Occasion hosted by Isabel Lewis

no Ateneu Comercial do Porto, 21h

 © Joanna Seitz

Considerado como um encontro celebratório e sensorial de diversos elementos, pessoas, plantas, música, dança e aromas, occasions acolhido por Isabel Lewis toma lugar num espaço decorative onde os visitants podem entrar e sair como e quando quiserem. Lewis irá reveler uma dramaturgia específica, em sintonia com os seus convidados e respectivas energias, incluíndo danças, aromas, música, e palavra de um modo que permite conversação, contemplação, dança, escuta, ou simplesmente estar. Facilitando as formalidades de observação distanciada normalmente presentes no teatro ou em contextos de galleria, Lewis está interessada em situações que geram relaxamento onde todos os sentidos podem estar envolvidos. O trabalho invoca um jardim, um local de mistura de modo; um lugar hostórico usado para diferentes tipos de actividades incluindo filosofia, envolvimento erótico, pesquisa cientifica, meditação, socialização e encontros românticos

 

 

 

 

8 de Abril

Encontro com Hamish MacPherson

no Teatro Universitário do Porto, 21h

Hamish MacPherson, com este encontro irá fazer um enquadramento de como para ele, coreógrafo e bailarino, os diferentes espaços relacionais sejam partituras, objectos, cenografia atmosferas, tradições ou grupos de pessoas, determinam diversos ecossistemas de negociação constante.

 

 

 

8 de Abril

STUDIES ON FANTASMICAL ANATOMIES

Anne Juren

no Teatro Universitário do Porto, 22h

© Karolina Miernik 

Em Studies on fantasmical anatomies, Anne Juren tenta expandir as fronteiras contextuais to termo coreografia propondo um espaço criativo e imaginativo no qual a coreografia é colocada dentro do corpo do espectador.

Dirigido pela voz, a performance distorce as membranas do espectador de modo a trabalhar as partes internas e desconhecidas do seu corpo. Assim, sugere uma não leitura do que o corpo é e onde as fronteiras estão e rompe com a lógica da anatomia criando relações inesperadas. A performance tem a intenção de destabilizar e desconstruir ideologias individualistas, e afastar-se do desejo de privacidade, padrões normativos e relações lógicas.

Durante esta viagem dentro do seu próprio corpo, o espectador estará ocupado por diferentes estados kinéticos, sensoriai, mentais e experiências de canibalismo cósmico.A paisagem de fantasmagóricos e espaços delirantes, onde relações disfuncionais e acções inimagináveis tomam lugar, destabilizando as relações entre sensações internas e externas.

 

+ extracto:

“Aproximo-me da nuca

e começo a sentir a forma côncava do crânio desde o interior.

os meus dedos mergulham nas convulsões cerebrais

tocando as dobras superficiais do cérebro,

penetram no interior do cérebro.

Procuro a medula aconchegada profundamente algures dentro do crânio.

Suporto o peso do cérebro nas minhas palmas.

Sustento-o.

Levanto-o um pouco.

Fico em silêncio,

imóvel.”

 

Conceito, coreografia e performance Anne Juren

Cenografia Vladimir Miller

Desenho de Luz Bruno Pocheron

Efeitos sonoros Céline Bernard

Assistente Camille Chanel

Produção Wiener Tanz- und Kunstbewegung

Apoio the cultural department of the city of Vienna

 

 

  

9 de Abril

Encontro com Jack Hauser & Sabina Holzer

Encontro às 21h no Café Vera Cruz, Rua de Cedofeita 250 | 4050-174 Porto

A dupla austríaca, Jack Hauser & Sabina Holzer, convidam os interessados e curiosos a se deixarem levar pela intensidade ficcional e dramaturgia de espaço e tempo, num encontro em que nos imerge no projecto instalativo e performativo "Apartment Miryam van Doren".

 

 

 

11 de Abril

Encontro com Jennifer Lacey

no Ateneu Comercial do Porto, 21h

A reconhecida coreógrafa norte-americana Jennifer Lacey, irá conversar. neste encontro com o público, sobre a sua prática coreográfica que tem desenvolvido metodicamente direcionada para o questionar dos próprios modos de produção que definem regras estéticas, vocabulários do corpo e comportamentos específicos que são frequentemente – mas nem sempre – performativos.

   

  

 

11 de Abril

Katapult: Excerpted from Booby Traps * volumes I-V (2017-2018)

no Ateneu Comercial do Porto, 22h

Things in a room

Vim para o symposium de práticas artísticas ...
Ah refere-se àquelas pessoas que estão a fazer coisas na sala?
Isso, exactamente.

A sala do Ateneu é o novo local que irá acolher 40 minutos de apresentação selectiva de algumas das coisas mais maravilhosas e atrozes do corpo de trabalho queer de Livingstone, até à data. Esta será uma exposição de alguns vestígios das várias obras criadas como cenários polifónicos para acção, materiais e conversação. Poderão ser essas coisas que coreografam os corpos dos artistas ou a atenção do público?

Através da intersecção da prática de performance e artes plásticas, na última década, Livingstone tem-se dedicado à criação de uma série de 10 diferentes trabalhos feministas em co-autoria com uma múltipla variedade de artistas visuais, coreógrafos, performers e animais de companhia: deste arquivo.

... a orelha, o machado, o caracol, a barba, o adubo, a água da vida ...

   

    

   

13 de Abril

TOGETHERING, A GROUP SOLO

Alice Chauchat

no Ateneu Comercial do Porto, 21h

 

Togethering, a group solo’ aborda a dança como uma expressão, uma actividade social e um processo colectivo. Apresentando-nos com uma série de propostas nas quais a dança é ao mesmo tempo meio e o fim da união, incluí a palestra sobre discurso e acordo entre grupos, uma dança telepática e uma leitura de poesia. Alice Chauchat partilha alguns aspectos do imaginário colectivo que ela praticou nos últimos 15 anos na área da dança e coreografia. São histórias sobre co-existência e partilha. Enquanto permanecem nos seus territórios formais (espectadores, observando, performer, em movimento), performer e público partilham regras: assistinte, companheiro, colaborador ou anfitrião, como protagonistas do evento teatral. Considerando o nosso tempo/espaço partilhado, ambos como realidade e como espaço de projecção para outras ocasiões de nos juntarmos, é este um convite a dirigir-se a estas ocasiões como experiências que são de cada vez reformuladas e inventadas em conjunto.

Leiam mais sobre as danças desta performance aqui

 

Dança, texto, performance Alice Chauchat

Produção Alice Chauchat,  com o apoio da Theaterschool (Amsterdão)

Agradecimentos a Eva Meyer-Keller, TheaterHaus Mitte (Berlin) e Eden studios (Berlin) pelo acesso aos seus espaços. Eu também quero expressar a minha gratitude aos colegas e amigos que se juntaram e interviram neste processo, por dançarem e conversarem comigo durante os últimos 18 meses: Yves, Michael, Michelle, Günther, Sher, Jeroen, Velvet, Siegmar, Cécile, Christine, Alix, Peter, Dave, Eva, Jennifer, Silke, Ellen, Anne, Valentina, Mark, Keith, Mårten, Philippe, Raimundas, Arielle, Angela, Doug, Sara, Catarina, Ellen, Janine, Gabi, Méheli, Sarah, Thea, Sara, Mattew, Asher, Agata, Joséphine, Katharina, Rosalind, Roni, Laurie, Uri, Louise, Julia, Asaf, Xenia, Hana, Ana, Jennifer, Anne, Sonia, Elise, Alice, Zinzi, Mor, Sandhya, Stina, Agne, Leah, Antonia, Antonija, Selene, Ines, Hamish, Nicola, Amaara, Seke, Tatiana, Naomi, Martin, Cristina, Karen, Tina, David, Jamie, Kathy, Carolyn, Janine, Monique, Romany, Sophie, Andrew, Jonathan, Helka, Catherine, Meg, Greg, Eroca, David, Nichole, Patricia, Rebecca, Gabrielle, Thomas, Annie, Loren, Mairi, Tina, Meryeum, Oriah, Lo, Miruna, Ara, Amelia, Robert, Amanda, Lee, Simon, Dana, Emi, Robert, Anne, Robyn, Emma, bem como todos os outros, antigos companheiros em que suas histórias eu conto como fábulas. Este trabalho nunca existiria sem vocês.

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